HISTÓRIAS DA MODA
Lembra que comentei alguns dias atrás sobre a edição de Vogue Paris com ensaios estrelados por modelos negras ? Então, a capa da nova edição trará minha modelo internacional preferida de todos-todos-todos os tempos, a surreal Christy Turlington que, no início dos anos 90 – quando minha paixão pela moda sofreu um plus se tornando uma obsessão – fazia parte da Trindade Fashion, composta por Christy em sí mais dona-Naomi-quebra-barraco e a insuportávelmente camaleônica Linda Evangelista.
Recuerdos fashionistas
Engraçado, mas essas paixões na moda (como em todas as áreas,aliás) nunca têm uma única e exclusiva explicação. Elas simplesmente vão acontecendo gradativamente. E no caso de minha admiração por la Turlington – além de seu catwalk chiquérrimo e nada vulgar ou seu rosto mais-que-perfeito que já serviu de modelo para manequins de museu em New York, uma boa lembrança que tenho foi através de uma entrevista da modelo brasileira Silvia Pintor na Vogue brasileira (acho que era Bruna Lombardi na capa azul-clara,lembro que a revista era grandona,desengonçada e bem fininha…), onde ela contou que nos castings para os desfiles internacionais as tops nunca fazem fitting com as (ainda) desconhecidas e ao chegarem aos tais eventos sempre “furam” a fila tendo,óbvio,o consentimento do designer e seu staff. Todas, menos Christy que, ao chegar para uma prova de roupa (acho que era para o Cerruti), não aceitou passar na frente das (muitas e desconhecidas) colegas de profissão – o que incluía Silvia naquele momento – esperando sua vez como todas as presentes.
Histórias da moda (que servem pra vida) que eu amo.
Publicado em 23/09/2008, em revista. Adicione o link aos favoritos. 1 Comentário.

Fala sério, que rosto belíssimo, clássico, enigmático… um olhar que derruba avião!! A finesse dela é ímpar. Também sempre fui fã.