MONDO PALOMINO EM REVISTA

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Verdade seja dita : ou ela é efusivamente amada ou enérgicamente odiada . Depois de quase duas décadas escrevendo coluna no maior jornal do país, a Folha de S.Paulo . Auto-didata no jornalismo – já que a faculdade ela só frequentou por dois ou três meses – Erika Palomino imprimiu um jeito único de reportar aquilo que a rodeava, na música,na vida e tempos depois na moda. Sua voz começou à ecoar quando ela começou a escrever sobre a – então chamada cultura club – que para o mainstream ( o povão) era “bicho de sete cabeças” . Um novo universo surgia aos olhos dos paulistanos que na década de 90 conheceram a “nova” música eletrônica e se iniciaram naquilo que hoje chamamos de mundo globalizado. Sua coluna – que eu e a maioria dos que já passaram dos 30 líamos religiosamente – era alvo das mais variadas críticas . Parcialidade na cobertura dos fatos,erros crasos de língua portuguesa e um “possível” favoritismo aos que digamos, faziam seus olhos brilharem enchiam a redação do jornal quase que diariamente.

Como música e moda andam de mãos juntas,logo ela foi designada à escrever sobre o assunto. Tarefa difícil já que a moda na Folha tinha um histórico de verdadeiros mitos do jornalismo fashion : Cynthia Garcia ( hoje editora-chefe da revista Wish ) e a papisa da elegância Costanza Pascolato. Ela – destemida que é – não desistiu. Deu a cara pra bater e se consolidou como uma das chamadas experts-fashion, ocupando lugar ao lado de nomes como Regina Guerreiro,Lilian Pacce e Glória Kalil. Seu trunfo foi o faro para o novo,para o que ninguém via e isso – gostem dela ou não, jamais poderá ser negado.

Quem conhece o trabalho dela já sabe que o óbvio pelo menos não vamos encontrar. O resto, cada um que tire sua própria conclusão. Tudo isso pra falar que a sétima edição da revista Key – editada pela própria já está nas bancas. A capa tem um “perfume” de glam-rock com muita atitude. O time de colaboradores é de dar inveja à qualquer Vogue que se preze. Ah, esquecí de falar que ela assinou uma coluna lá (na Vogue) por quase 10 anos e que foi cancelada pela diretoria e assumida – com novo nome e briefing por outro nome forte do jornalismo fashion e cultural : Carolina Overmeer.

A revista custa R$ 20 reais. É um jeito prático e rápido de entrar nesse universo particular e único da carioca mais paulista de todos os tempos …

Acima a imagem da revista em questão e abaixo, a própria Palomino ao lado de um de seus “protegidos” – assim se referiam à ela. Pelo menos nisso, todo mundo errou.

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