ACHISMO (É MUITO CHATO)

cabeca

Nas últimas semanas,por conta das polêmicas em torno do seminário Pense Moda,muitas dúvidas (e poucas respostas,o que é bem triste) pipocaram/ficaram na cabeça da blogosfera. Cabeças-pensantes e super-representativas desse meio, colocaram em questão o conceito/princípio do que vem a ser um blog. Sua importância e seu papel dentro da indústria de moda,uma vez que sua popularização e propagação vive hoje seu auge.

 E aí,haja pano-pra-manga,né?.

Partindo do pressuposto de que um blog precisa (eu disse precisa) ter a opinião de quem o publica,uma vez que o autor esteja contando com um staff para fazê-lo ,a coisa passa à ter uma cara mais de site. O debate praticamente chegou às últimas consequências e só não o foi pois as pessoas que vivem-amam-alimentam a moda são – com algumas excessões – o supra-sumo da elegância. Eu,particularmente,comecei a postar lá no comecinho do FilmeFashion à convite da jornalista e editora Alexandra Farah. Para falar a verdade,nem sabia o que era um blog (isso foi em dezembro de 2.006) e internet para mim era só para checar e-mail e visitar os clássicos nacionais : Erika Palomino e Chic. Ponto. De lá para cá,o que ví foi um verdadeiro boom dessa ferramenta tecnológica. Até inspirei internautas a criarem seus próprios blogs,o que muito me envaidece.E fui,digamos,”homenageado” por alguns blogs que se inspiram neste até as últimas consequências.

Hoje (vale dar uma olhada no meu blogoroll) há uma infinidade de blogs dedicados à moda (e muitos são muito bem feitos,cheios de personalidade) e olha que só linko alí blogs que costumo visitar,de fato. Outro dia,ao fazer uma pesquisa rápida,descobrí que este blog está linkado em mais de 180 endereços na web. Acredito que o papel de um blogueiro é divulgar seu ponto de vista,sua versão do que está aí no mundo para ser visto/conhecido/consumido e é assim que procuro fazer aqui no MyPreview.

Minha preocupação não é se o que vou publicar aqui é relevante ou não para o mercado – esse papel,acredito ser de um site,editado por um jornalista – e sim, trazer uma série de informações sobre o que anda rolando por aí. Acredito ainda que todo tipo de blog é válido. Sejam eles pessoais ou informativos (meus preferidos, assim como este).

Acho simplesmente fantástica essa postura de que “todo mundo sempre tem algo a dizer”. Se o que alguém tem a dizer é realmente interessante,se acrescenta algo aos seus leitores ou não,é a audiência diária de sua página e claro, o respeito dos demais blogueiros que vai comprovar. Respeito o trabalho de toda a blogosfera,concordando ou não som suas posturas,e só me incomoda o fato de uma galera que já está nessa “estrada” há muito tempo viver baseada no achismo.

Achismo é muito chato,muito amador,muito em-cima-do-muro. Nação blogueira (a fashion em especial), chega de achar. Simplemente digas o que pensas e honres as calças que vestes !! Pronto,falei .

foto: reprodução

(para ler ouvindo)

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6 comentários sobre “ACHISMO (É MUITO CHATO)

  1. “Minha preocupação não é se o que vou publicar aqui é relevante ou não para o mercado…”
    POR ISSO QUE EU AMO ESSE BLOG!
    ; )

  2. eu tbm acho importante as pessoas que escrevem blogs serem mais imparciais,talvez porisso eu adore este teu blog.

    um beijo, Sandra

  3. stuart, especialmente nessas últimas semanas não teve muita gente em cima do muro (do meu ponto de vista). achei todo mundo – oliveros, vitor, luigi, jorge) muito objetivo nas suas razões, muito explícitos até. acho que as discussões geradas pelo pense moda foram um exercício de crítica (e de auto-crítica) pra todo mundo. concordo super com tudo do seu post, mas não sinto essa última parte. 😉

  4. Então, Fe. Discordo em partes contigo. Tem uns blogueiros que estão em cima do muro sim e qdo me refiro ao achismo,não é só sobre as discussões do PM e sim em seus artigos,de uma forma geral. Enfim,detesto gente que fica pisando muito em ovos,sabe ?

    Bjs, Fe.

  5. Stuart, nem preciso dizer que concordo contigo em todos os sentidos nesse post, contei no meu blog a história da minha primeira aula de filosofia do Paulo Arantes na USP que a aluna disse: eu acho. E ele disse que ali não se achava, se pensava.

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